• Natália Vinhas

TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO


Mas afinal, o sofrimento é igual em qualquer pessoa?

A resposta é: Não.

Depende de pessoa a pessoa. Os transtornos de ansiedade diferem entre si em relação as situações que induzem o medo, a ansiedade ou o comportamento de esquiva e na concepção intelectiva associada.

Abaixo a lista das enfermidades mentais que ocorrem com frequência na população:

- Transtorno de ansiedade de separação

- Mutismo seletivo

- Fobia específica

- Fobia social

- Transtorno de pânico

- Especificador de ataque de pânico

- Agorafobia

- Transtorno de ansiedade generalizada

- Transtorno de ansiedade induzido por substância

- Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica

Nos próximos textos vou expor os principais deles para que possam compreender. Hoje vou falar do transtorno de ansiedade de separação.

Este transtorno é o mais prevalente em crianças abaixo de 12 anos, mas pode se estender também a idade adulta. O indivíduo com o transtorno de ansiedade de separação é apreensivo quanto à separação das figuras de apego (pais, irmãos ou alguma outra figura significativa) até um ponto em que é impróprio para o seu nível de desenvolvimento.

Essas pessoas vivenciam um sofrimento excessivo e recorrente antes mesmo da possibilidade do afastamento de casa ou das figuras importantes de apego. A preocupação ocorre referente ao bem-estar ou o medo de morte dessas pessoas, principalmente quando estão separados delas, precisam saber sempre o paradeiro e ficar em contato com elas.

Aqueles que sofrem com transtorno de ansiedade de separação tem preocupação com eventos indesejados consigo mesmo, medo de se perder, acidentes, ser sequestrado, sempre atrelado a ideia de não poder estar com a tal figura importante.

Os indivíduos com este transtorno são relutantes, acabam se recusando a sair sozinhos devido ao medo intenso de separação.

O transtorno de ansiedade de separação pode ser herdado geneticamente e geralmente se desenvolve após um estresse vital, como a morte de alguém ou um bicho de estimação, mudança de cidade, divorcio dos pais por exemplo. Nos adolescentes o estresse pode estar envolvido com o relacionamento amoroso ou a saída de casa.

As consequências vêm, esses indivíduos muitas vezes limitam as atividades longe de casa ou das figuras de apego.

As manifestações deste transtorno variam de acordo com a idade. As crianças por exemplo, tem relutância em ir para escola podem não conseguir ir até um quarto sozinhas, podem exibir comportamento de agarrar-se, ficando perto como uma sombra dos pais e dificuldade em dormir à noite, podem insistir para que alguém fique com elas até adormecerem. Já nos adultos a limitação vem com a dificuldade de enfrentar mudanças circunstanciais como se mudar de casa ou se casar.

Diferentemente dos adultos, as crianças podem não reconhecer seus medos como exagerados, importante um olhar dos responsáveis legais e da escola. Saber os motivos que podem estar desencadeando os sintomas (separação dos pais, morte de alguém, nascimento de irmão). O tratamento pode ser multifatorial, com orientação dos pais, atendimento psicológico a criança e se necessário uma avaliação psiquiátrica para uso medicamentoso.

Fique de olho!


Referência:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais - 5º edição. Porto Alegre: Artmed, 2014. 190-195


Natália Vinhas - CRP 12/12182

Psicóloga Online

  1. SXLLM

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Especialista em Psicologia Hospitalar e Obesidade - USP

Colunista Inovamente Psicologia e Psiconectado

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