• Natália Vinhas

TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL


A preocupação está relacionada ao medo de ser julgado como ansioso, maluco, estúpido, amedrontado, sujo ou desagradável por exemplo. A pessoa com transtorno de ansiedade social teme ficar ruborizado, tremer, gaguejar, tomando esta situação como uma avaliação negativa de si.

É importante deixar claro que uma pessoa ao ficar ansioso ocasionalmente em uma situação social não recebe o diagnóstico de fobia social. Aqueles que sofrem com o transtorno, com muita frequência quando exposto a uma situação fóbica é que recebem o diagnóstico, pois sentem-se muito desconfortáveis com a situação social. A ansiedade é tão forte que sentem estar tendo uma crise de pânico.

A intensidade da manifestação varia de indivíduo a indivíduo, sendo a ruborização na face a resposta física característica deste transtorno.

O início pode emergir de histórias da infância como uma vergonha e humilhação provocada pelos pais, críticas duras, conflito entre sua necessidade de alcançar e ter sucesso, medo do sucesso, conflito entre a necessidade de independência e o medo de rejeição ou abandono por parte dos pai, medo de ser incapaz de provocar uma boa impressão. Esses conflitos resultam em vergonha, isolamento social, insegurança e baixa autoestima.

O medo e a ansiedade interferem muito na vida de quem sofre com a fobia social, no funcionamento profissional/escolar, em atividades sociais ou até mesmo nos relacionamentos, podendo causar prejuízos nesses quesitos. Por exemplo, a pessoa com fobia social devido medo de falar em público pode recusar um trabalho como professor, optam por procurar trabalho que não exige contato social. Ou viver uma vida de dona de para evitar situações de contato com outras pessoas.

As consequências de quem sofre com o transtorno de ansiedade social estão relacionados a um alto índice de evasão escolar, prejuízos no ambiente de trabalho e problemas na qualidade de vida.

Com o tratamento psicológico, o profissional trabalha no sentindo de descobrir os conflitos subjacentes que possam causar o distúrbio e trabalhar através deste viés, além disso, o terapeuta irá discutir os problemas que podem afetar a própria terapia, por exemplo, dificuldade em confiar no terapeuta ou medo de ser julgado pelo psicólogo.

A preocupação de acordo com o DSV-V é que mesmo diante de todo o sofrimento e prejuízo causado, o indivíduo leva de 15 a 20 anos com sintomas até buscarem por tratamento e somente metade de quem sofre com a doença procura ajuda, por isso a importância dos profissionais de saúde divulgarem mais sobre os problemas mentais, para que a população reconheça a necessidade da procura por ajuda psicológica.


Natália Vinhas - CRP 12/12182

Psicóloga Online

Especialista em Psicologia Hospitalar e Obesidade - USP

Colunista Inovamente Psicologia e Psiconectado

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