• Natália Vinhas

TRANSTORNO DE PÂNICO


Este transtorno tem como característica principal ataques inesperados de um medo ou desconforto muito intenso e que acompanha sintomas físicos e cognitivos. Ocorre uma descarga de adrenalina que prepara o organismo para a luta ou fuga sem que exista uma ameaça real, gera um estado agudo e extremo de um medo irracional. O ataque alcança uma intensidade elevada em até 10 segundos, o que acarreta uma preocupação grande e modificação de comportamento por parte de quem sofre, pelo medo desses episódios ocorrerem novamente.

O indivíduo relata sentir sintomas como: palpitações, taquicardia, sudorese, sensações de falta de ar ou sufocamento, desconforto torácico, náusea ou desconforto abdominal, sensação de tontura, calafrios ou ondas de calor, sensações de formigamento, sensações de irrealidade ou despersonalização, medo de perder o controle ou enlouquecer e medo de morrer.

É muito comum que esses indivíduos procurem ajuda médica e recorram a unidades de pronto atendimento devido ao medo de estarem tendo um problema cardíaco, transtorno convulsivo ou sentimento de estar enlouquecendo por exemplo. Isso se torna sim um problema de saúde pública pois, acabam utilizando com mais frequência os serviços de saúde, procedimentos e testes laboratoriais, além do risco aumentado de ideação e tentavas de suicídio.

Outra consequência comum associada a quem desenvolve o pânico é que esses indivíduos se ausentam com frequência do trabalho ou escola para visitas médicas o que pode levar a uma e menor produtividade no trabalho e consequentemente ao desemprego ou evasão escolar no caso da população mais jovem.

Este transtorno é mais comum em jovens e adultos, mas dados revelam que a primeira ocorrência de “períodos de medo” decorre já desde a infância.

Pessoas com outros transtornos de ansiedade, depressão e transtorno bipolar tem uma prevalência aumentada de também desenvolveram o transtorno de pânico.

Um cuidado básico para ajudar alguém durante a crise é tranquilizar a pessoa com informações de que os sintomas são provenientes de uma crise de ansiedade e que é algo passageiro. Algumas técnicas de relaxamento e respiração podem ajudar.

O tratamento medicamentoso pode e muitos ajudar, além da terapia que também se mostra essencial a quem sofre, pois, estes sintomas não desaparecem espontaneamente. Através dos “insights” durante o processo de tratamento a pessoa pode ressignificar as vivências que contribuíram para o processo de adoecimento, o paciente acaba se dando conta de como ele funciona e o que a doença representa e está tentando “dizer” através dos sintomas.

Com adequado tratamento psicológico o paciente pode alcançar resultados duradouros, com menores taxas de recaídas melhorando sua qualidade de vida.


Natália Vinhas - CRP 12/12182

Psicóloga Online

Especialista em Psicologia Hospitalar - USP

Especialização em Obesidade e Transtorno Alimentar - USP

Colunista Inovamente Psicologia e Psiconectado

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